O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou, em abril de 2026, uma atualização nas regras das linhas de crédito do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) voltadas para inovação, digitalização e difusão tecnológica. A decisão amplia incentivos dentro de uma política já existente, operada via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
A medida não cria um novo programa, mas ajusta critérios de elegibilidade e reforça o direcionamento de recursos para projetos com maior conteúdo tecnológico e impacto produtivo.
O que muda na prática com a decisão do CMN
O principal ajuste feito pelo CMN está na ampliação e refinamento dos critérios de financiamento com recursos do FAT indexados à Taxa Referencial (TR).
Entre os pontos centrais:
- Ampliação da elegibilidade de investimentos em inovação e digitalização
- Maior incentivo à difusão tecnológica na indústria
- Ajustes nos critérios de seleção de bens e equipamentos financiáveis
- Reforço do uso de tecnologia nacional em determinados segmentos
Segundo o Ministério da Fazenda, trata-se de um ajuste técnico dentro da política vigente, sem alteração da estrutura básica do programa ou impacto fiscal adicional.
Contexto: expansão recente do crédito à inovação
A decisão do CMN se soma a outras medidas recentes de ampliação do crédito voltado à inovação em 2026.
Em março, o governo já havia elevado o limite de uso dos recursos do FAT para essas operações, passando de 1,5% para 2,5% do saldo do fundo, com o objetivo de atender a maior demanda por financiamento produtivo.
A justificativa recorrente é a mesma:
- forte demanda de empresas, especialmente MPMEs
- necessidade de modernização industrial
- estímulo à produtividade e competitividade tecnológica
Papel do BNDES na execução das linhas
Os recursos do FAT são repassados ao BNDES, que operacionaliza os financiamentos com condições incentivadas.
Essas linhas costumam ter:
- juros abaixo de mercado (indexação pela TR)
- foco em inovação, automação e digitalização
- prioridade para setores industriais e tecnológicos
Na prática, o BNDES atua como principal canal de execução da política de crédito de longo prazo voltada à inovação no país.
Impacto esperado da medida
A ampliação dos incentivos tem três efeitos principais esperados:
1. Aumento do investimento produtivo
Empresas tendem a acessar crédito mais barato para modernizar processos.
2. Maior adoção de tecnologia
O foco em digitalização acelera automação industrial e transformação digital.
3. Fortalecimento da indústria nacional
A priorização de bens de tecnologia local busca reduzir dependência externa em áreas estratégicas.
A atualização do CMN em 2026 reforça uma tendência clara da política econômica brasileira: uso do crédito direcionado como ferramenta para acelerar inovação e competitividade industrial.
Embora não represente uma ruptura, a medida consolida um ambiente de expansão gradual do financiamento subsidiado à inovação, com foco em eficiência produtiva e modernização tecnológica.

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