O mercado de eletrônicos seminovos cresce rapidamente no Brasil, acompanhando uma tendência global de consumo consciente. Estimativas da consultoria IDC indicam que até 2027 cerca de 431 milhões de celulares usados serão comercializados no mundo, refletindo a força desse setor. No país, a combinação de preços altos para produtos novos, maior inclusão digital e preocupação ambiental tem motivado brasileiros a optarem por dispositivos recondicionados.
A revolução dos eletrônicos usados
Segundo José Augusto Codesso, diretor de operações da Assurant Brasil, cada vez mais consumidores buscam alternativas mais vantajosas financeiramente e ambientalmente responsáveis. Smartphones, notebooks e tablets de gerações anteriores ainda oferecem bom desempenho para tarefas cotidianas, tornando a revenda uma opção viável para quem quer tecnologia sem gastar demais.
O conceito de economia circular tem se tornado central nesse movimento. Em vez do modelo linear de consumo — comprar, usar e descartar —, a reutilização e revenda de aparelhos prolongam o ciclo de vida dos produtos e reduzem o lixo eletrônico. O Brasil, quinto maior produtor mundial de e-lixo segundo a ONU, ganha fôlego com essa prática.
Sustentabilidade e economia de recursos
A revenda de equipamentos usados contribui para a redução de resíduos e diminui a demanda por novas matérias-primas, como metais raros, baterias e semicondutores, cuja produção exige processos industriais de alto impacto ambiental. Além disso, abre oportunidades de negócios ligados a manutenção, recondicionamento e certificação de dispositivos.
Custo-benefício como motivação
Dispositivos lançados nos últimos anos mantêm desempenho suficiente para navegação, redes sociais, streaming e trabalho remoto. Muitos consumidores escolhem aparelhos de gerações anteriores, como modelos de iPhone, que muitas vezes apresentam pequenas mudanças entre versões, garantindo alta performance por preços mais acessíveis.
Perspectivas para o consumo consciente
O crescimento do mercado de eletrônicos seminovos indica uma transformação no comportamento do consumidor brasileiro. A união entre economia financeira, reaproveitamento de equipamentos e redução do impacto ambiental fortalece um modelo de consumo alinhado à sustentabilidade.
À medida que o setor amadurece, revenda, recondicionamento e certificação de dispositivos usados tendem a se consolidar, refletindo discussões globais sobre acesso à tecnologia, eficiência de recursos e responsabilidade ambiental.

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