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Goiás avança proposta para criar rede estadual de parques de economia circular

Goiás pode se tornar um dos primeiros estados brasileiros a estruturar uma política específica para a criação de parques de economia circular. Um projeto de lei em análise na Assembleia Legislativa de Goiás propõe a implantação do Sistema Estadual de Parques de Economia Circular, iniciativa voltada à concentração de empresas, centros de pesquisa e operações ligadas ao reaproveitamento de materiais e à gestão sustentável de resíduos.

A proposta busca criar ambientes industriais planejados para estimular atividades de reciclagem, remanufatura, logística reversa, recuperação de resíduos e desenvolvimento de tecnologias voltadas à circularidade. O objetivo é transformar resíduos que hoje são descartados em novos insumos produtivos, fortalecendo cadeias econômicas baseadas no reaproveitamento de recursos. (Fonte: Assembleia Legislativa de Goiás)

De acordo com o projeto, os parques poderão reunir empresas de diferentes segmentos, promovendo sinergias entre operações industriais e permitindo que resíduos gerados por uma atividade sejam utilizados como matéria-prima por outra. O modelo segue conceitos já aplicados em iniciativas de ecologia industrial adotadas em países da Europa e da Ásia.

A proposta também prevê estímulo à pesquisa, inovação tecnológica e capacitação profissional, aproximando universidades, startups e empresas especializadas em soluções ambientais. A expectativa é que a estrutura contribua para o desenvolvimento de novos negócios ligados à economia circular e à transição para modelos produtivos de menor impacto ambiental.

O tema vem ganhando espaço em diferentes estados brasileiros à medida que governos buscam alternativas para reduzir a geração de resíduos e ampliar a competitividade industrial. A economia circular tem sido apontada por organismos internacionais como uma das principais estratégias para diminuir a dependência de matérias-primas virgens e aumentar a eficiência no uso de recursos naturais.

No setor de eletrônicos, por exemplo, a criação de ambientes voltados à circularidade pode favorecer operações de recondicionamento, reciclagem de equipamentos, recuperação de metais estratégicos e gestão de ativos de TI. O mesmo vale para segmentos como embalagens, construção civil, têxtil e baterias, que vêm ampliando investimentos em cadeias reversas e reaproveitamento de materiais.

Além dos benefícios ambientais, defensores da proposta argumentam que a iniciativa pode gerar empregos, atrair investimentos e estimular a instalação de empresas especializadas em tecnologias limpas. A concentração de operações em áreas planejadas também tende a reduzir custos logísticos e facilitar a implementação de processos integrados de gestão de resíduos.

A criação dos parques ainda dependerá da aprovação do projeto e da regulamentação posterior pelo governo estadual. Caso avance, Goiás passará a contar com uma estrutura institucional voltada especificamente para o desenvolvimento da economia circular, tema que vem ganhando relevância nas agendas de competitividade, inovação e sustentabilidade em diferentes regiões do país.

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