Operadoras de Telecom

TIM amplia logística reversa e recupera mais de 150 toneladas de resíduos eletrônicos no Brasil

A TIM anunciou a expansão de seu programa de logística reversa de resíduos eletroeletrônicos, iniciativa que já resultou na coleta de mais de 150 toneladas de equipamentos descartados em todo o país. O avanço ocorre em um momento de crescente pressão sobre fabricantes, varejistas e operadoras para ampliar a destinação adequada de produtos eletrônicos ao final de sua vida útil.

Segundo a companhia, o programa permite que consumidores descartem gratuitamente celulares, baterias, carregadores, cabos, acessórios e outros equipamentos eletrônicos em pontos de coleta instalados nas lojas da operadora. Os materiais recolhidos são encaminhados para empresas especializadas em reciclagem e tratamento ambientalmente adequado. (Fonte: ANSA Brasil)

A iniciativa faz parte da estratégia ESG da TIM e está alinhada às metas corporativas de redução de resíduos e fortalecimento da economia circular. Nos últimos anos, a empresa ampliou a cobertura da rede de coleta e intensificou campanhas de conscientização para estimular a participação dos consumidores.

O avanço da logística reversa no setor de telecomunicações ganha relevância à medida que cresce o volume de dispositivos conectados em circulação. Smartphones, roteadores, modems e acessórios eletrônicos possuem ciclos de substituição relativamente curtos, o que aumenta a necessidade de sistemas eficientes de recolhimento e reaproveitamento.

Além de evitar o descarte inadequado, programas desse tipo contribuem para recuperar materiais com valor econômico presentes nos equipamentos, incluindo plásticos, cobre, alumínio e metais utilizados em componentes eletrônicos. Parte desses insumos pode retornar à cadeia produtiva por meio de processos de reciclagem e recuperação de materiais.

A movimentação da TIM acompanha uma tendência observada entre grandes empresas de tecnologia e telecomunicações, que vêm ampliando investimentos em cadeias reversas para atender exigências regulatórias e metas de sustentabilidade. A Política Nacional de Resíduos Sólidos e os acordos setoriais de logística reversa têm impulsionado a criação de mecanismos mais estruturados para coleta e destinação de resíduos eletrônicos no país.

Embora o Brasil seja um dos maiores mercados de eletrônicos da América Latina, o volume de equipamentos efetivamente reciclados ainda permanece abaixo do potencial gerado pelo consumo. Especialistas apontam que a ampliação de pontos de coleta e a maior participação do consumidor são fatores essenciais para aumentar as taxas de recuperação.

No caso das operadoras, a presença de lojas distribuídas em todo o território nacional oferece uma vantagem estratégica para a expansão dessas redes de recebimento. A infraestrutura comercial acaba funcionando como elo entre consumidores e empresas responsáveis pelo processamento dos resíduos.

À medida que a geração de lixo eletrônico continua crescendo, iniciativas de logística reversa tendem a ganhar papel cada vez mais relevante na gestão dos impactos ambientais associados à transformação digital e à renovação constante de dispositivos eletrônicos.

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