Operadoras de Telecom

TIM recupera 668 toneladas de lixo eletrônico e amplia escala de logística reversa no Brasil

A TIM encerrou 2025 com 668 toneladas de resíduos eletrônicos recuperadas por meio de seus programas de logística reversa, um volume que evidencia a crescente participação das operadoras de telecomunicações na gestão do ciclo de vida de equipamentos tecnológicos no Brasil.

Os materiais coletados incluem celulares, baterias, carregadores, modems, roteadores, cabos e outros dispositivos eletrônicos recebidos em pontos de coleta distribuídos pela rede de lojas da companhia. Após o recolhimento, os equipamentos são encaminhados para reciclagem, recuperação de materiais e destinação ambientalmente adequada. (Telesíntese)

O volume representa um avanço significativo em relação aos resultados registrados pela empresa em anos anteriores e reflete a expansão das iniciativas de logística reversa dentro do setor de telecomunicações.

O crescimento ocorre em um contexto de aumento contínuo da geração de resíduos eletrônicos. A popularização de smartphones, dispositivos conectados e equipamentos de rede vem ampliando a quantidade de produtos descartados, criando desafios para fabricantes, operadoras e consumidores.

Para as empresas do setor, a logística reversa deixou de ser apenas uma obrigação regulatória para se tornar parte das estratégias de sustentabilidade corporativa. A recuperação de equipamentos contribui para metas ambientais, reduz a destinação inadequada de resíduos e permite a reinserção de materiais valiosos em novas cadeias produtivas.

Entre os componentes recuperados estão cobre, alumínio, aço, plásticos técnicos e metais presentes em placas eletrônicas, materiais que podem retornar ao processo industrial após reciclagem especializada.

O resultado alcançado pela TIM acompanha um movimento mais amplo observado entre grandes empresas de tecnologia e telecomunicações. Operadoras vêm utilizando sua capilaridade nacional para transformar lojas físicas em pontos permanentes de recebimento de resíduos eletrônicos, facilitando o descarte por parte dos consumidores.

Além do impacto ambiental, a expansão dessas iniciativas fortalece a infraestrutura necessária para o desenvolvimento da economia circular no país. Quanto maior a capacidade de coleta, maior também o potencial de abastecimento para empresas de reciclagem, recondicionamento, recuperação de ativos tecnológicos e mineração urbana.

O tema ganha relevância em um momento em que o Brasil busca ampliar suas taxas de recuperação de resíduos eletrônicos. Embora seja um dos maiores mercados consumidores de tecnologia da América Latina, grande parte dos equipamentos descartados ainda permanece fora dos sistemas formais de reciclagem.

Especialistas apontam que a ampliação dos pontos de coleta e a conscientização do consumidor são fatores fundamentais para aumentar a eficiência da cadeia reversa. Nesse cenário, operadoras de telecomunicações tendem a desempenhar um papel estratégico pela proximidade com milhões de usuários e pela capacidade de integrar programas de descarte aos seus canais de atendimento.

O resultado da TIM demonstra que a logística reversa começa a ganhar escala industrial no setor de telecomunicações, transformando equipamentos descartados em recursos que podem retornar ao ciclo produtivo e reduzindo o impacto ambiental da crescente digitalização da economia.

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