O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN) inaugurará, no dia 16 de julho, o Ecoponto da Cidadania, um espaço permanente destinado ao descarte gratuito de resíduos eletroeletrônicos no Fórum Desembargador Miguel Seabra Fagundes, em Natal. A iniciativa amplia a participação do Poder Judiciário na agenda de sustentabilidade e fortalece a infraestrutura de logística reversa disponível para a população potiguar.
O projeto é resultado de uma parceria entre a Coordenadoria Estadual Permanente de Gestão Ambiental (COPEGAM/TJRN) e a Recinfo RN, empresa especializada na gestão e destinação de resíduos eletroeletrônicos. O ecoponto poderá ser utilizado gratuitamente por magistrados, servidores, colaboradores, estagiários e também por qualquer cidadão, funcionando inicialmente de segunda a sexta-feira, das 8h às 14h.
O ponto de coleta receberá uma ampla variedade de equipamentos, incluindo celulares, notebooks, computadores, monitores, impressoras, televisores, videogames, eletrodomésticos, cabos, carregadores, ventiladores, geladeiras, máquinas de lavar, micro-ondas e pequenos eletroportáteis. Após a coleta, os materiais serão encaminhados para desmontagem e triagem técnica. Componentes eletrônicos seguirão para reciclagem, enquanto plásticos, metais, vidro e outros insumos serão destinados a recicladoras especializadas.
Um dos diferenciais da iniciativa é a preocupação com a segurança da informação. Durante o processamento dos equipamentos, dispositivos de armazenamento de dados passam por inutilização física, impedindo a recuperação de informações eventualmente contidas nos aparelhos descartados. Além disso, empresas e instituições previamente cadastradas poderão solicitar certificados de destinação ambientalmente adequada, documento cada vez mais relevante para auditorias ESG e programas de conformidade ambiental.
A iniciativa acompanha um movimento mais amplo observado no Rio Grande do Norte. Nos últimos anos, o estado ampliou sua rede de coleta de resíduos eletrônicos por meio de campanhas e novos ecopontos, buscando aumentar a recuperação de materiais e facilitar o descarte correto para consumidores e organizações.
Para o setor de economia circular, a criação de novos pontos permanentes de recebimento representa um avanço importante. A expansão da logística reversa aumenta a disponibilidade de equipamentos para reciclagem, recuperação de materiais e, quando tecnicamente viável, processos de recondicionamento e reaproveitamento de ativos.
O modelo também reforça uma tendência crescente de participação do setor público na estruturação de cadeias circulares. Tribunais, universidades e órgãos governamentais vêm incorporando iniciativas de coleta e destinação adequada de resíduos eletrônicos como parte de suas políticas ambientais, contribuindo para ampliar a oferta de equipamentos aos operadores especializados e reduzir o descarte irregular.
Em um cenário de crescimento contínuo da geração de lixo eletrônico, iniciativas como o Ecoponto da Cidadania demonstram que a ampliação da infraestrutura de coleta é um dos pilares para fortalecer a economia circular. Quanto maior a facilidade de descarte, maior a possibilidade de transformar equipamentos sem uso em novas matérias-primas, componentes reaproveitáveis e ativos capazes de retornar ao ciclo produtivo.

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