Um projeto pioneiro, liderado pela Circular Brain em parceria com o Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) e a recicladora Semear, está transformando o cenário da gestão de resíduos eletrônicos na Paraíba. Com a inauguração de 55 pontos de coleta em todo o estado, a ação visa impedir que toneladas de metais pesados sejam descartadas de forma inadequada, preservando o meio ambiente e promovendo inclusão socioeconômica.
O lançamento oficial ocorrerá em 7 de abril, em Campina Grande, com o primeiro Mutirão de Descarte de Eletrônicos, que permitirá à população entregar equipamentos quebrados ou fora de uso, como notebooks, celulares, televisores, cabos, power banks, brinquedos eletrônicos e pequenos eletrodomésticos, em pontos específicos de coleta. A iniciativa reforça práticas já adotadas pelo Poder Judiciário Estadual, que promove descarte ambientalmente correto por meio de associações de catadores.
Segundo dados da ONU, a Paraíba produz cerca de 47.475 toneladas de resíduos eletrônicos por ano, e apenas 3% desse total recebe destinação adequada globalmente. “A implantação dos pontos de coleta amplia o acesso da população a práticas ambientalmente responsáveis e fortalece a cultura de sustentabilidade. O descarte inadequado de e-waste representa riscos significativos à saúde e ao meio ambiente devido à liberação de metais pesados”, destaca Viviane Sousa, coordenadora da Unidade de Sustentabilidade do TJPB.
Além do benefício ambiental, o projeto gera oportunidades de renda e emprego para profissionais especializados na desmontagem e reciclagem de resíduos eletrônicos. “O lixo eletrônico não é apenas um problema de saúde pública; ele também representa crescimento social e econômico para os operadores locais”, explica Lívia Santarelli, gerente de marketing da Circular Brain.
A iniciativa conta com o suporte da rede Circulare, ecossistema que conecta empresas, recicladores e consumidores, oferecendo rastreabilidade completa do processo de logística reversa e programas individuais para fabricantes e importadores de eletrônicos. Ao transformar resíduos em recursos reaproveitáveis, o projeto contribui para um modelo de economia circular sustentável, com impacto positivo no meio ambiente e na sociedade paraibana.

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