Tecnologia Verde

Tecnologia e parcerias ampliam a reciclagem de eletrônicos no Brasil e aceleram a economia circular

O Brasil vem dando passos relevantes para enfrentar um dos maiores desafios ambientais da atualidade: o descarte de resíduos eletrônicos. Considerado o quinto país que mais gera esse tipo de lixo no mundo, segundo dados da ONU, o país começa a estruturar soluções mais eficientes por meio da combinação entre tecnologia e parcerias público-privadas.

Um dos principais avanços está na expansão da logística reversa — sistema que permite que produtos eletrônicos retornem à cadeia produtiva após o uso. Nesse contexto, empresas como a Circular Brain têm desenvolvido plataformas tecnológicas que conectam consumidores, fabricantes, recicladores e governos, tornando o processo mais acessível, rastreável e eficiente.

Um exemplo concreto dessa transformação é a campanha “RN Mais Limpo”, no Rio Grande do Norte. A iniciativa conseguiu universalizar o acesso ao descarte de eletroeletrônicos nos 167 municípios do estado, eliminando barreiras geográficas que antes dificultavam a destinação correta desses resíduos. Com o uso de tecnologia e integração operacional, o número de pontos de coleta cresceu significativamente, ampliando o alcance da iniciativa.

Desde 2021, o programa já processou mais de 237 toneladas de resíduos eletrônicos e projeta atingir 300 toneladas em 2026. Esse avanço demonstra como a digitalização e a inteligência logística podem escalar soluções sustentáveis em larga escala.

Outro diferencial importante é a rastreabilidade. Por meio de plataformas digitais, todo o ciclo do descarte pode ser monitorado — desde a coleta até o reaproveitamento dos materiais. Isso aumenta a transparência, fortalece a governança e atende às crescentes exigências regulatórias e ambientais.

Além disso, a expansão da infraestrutura tem sido decisiva. A rede Circulare, por exemplo, já conta com mais de 17 mil pontos de coleta em todo o país, incluindo parcerias com operadores logísticos e serviços de coleta domiciliar para equipamentos de maior porte. Essa capilaridade facilita o acesso da população e incentiva o descarte correto.

O movimento também reflete uma mudança estrutural no mercado. Em linha com tendências globais, o descarte inadequado deixa de ser apenas um problema ambiental e passa a representar risco regulatório e custo econômico para empresas. Ao mesmo tempo, surgem novas oportunidades de negócios ligadas ao recondicionamento, reciclagem e reaproveitamento de materiais.

Com iniciativas como essa se expandindo para outros estados — incluindo Espírito Santo, Piauí, Pernambuco e Rio Grande do Sul — o Brasil começa a consolidar um modelo mais integrado e eficiente de gestão de resíduos eletrônicos.

Mais do que uma questão ambiental, a logística reversa se posiciona como um pilar estratégico da economia circular no país. E, à medida que tecnologia e colaboração avançam juntas, o descarte correto deixa de ser um desafio e passa a ser parte da solução.

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