Segundo a Trocafy, 54% dos brasileiros mantêm um celular antigo guardado, enquanto apenas cerca de 10% do mercado nacional de smartphones corresponde a aparelhos usados.
Nos Estados Unidos, essa participação já chega a 30%. O dado evidencia o tamanho da oportunidade ainda inexplorada no Brasil.
Mais do que uma questão de sustentabilidade, trata-se de uma mudança na lógica de valor. Um smartphone deixou de ser apenas um produto de consumo para se tornar um ativo que pode financiar a próxima compra.
É exatamente essa visão que impulsiona programas de trade-in de empresas como Apple, Samsung Electronics, Motorola Brasil, Claro Brasil, Mercado Livre e da própria Trocafy.
O desafio, porém, não é tecnológico. É estrutural. Ainda faltam referências de precificação, maior confiança do consumidor e um ecossistema integrado entre fabricantes, operadoras, varejistas, seguradoras e empresas de recondicionamento.
Quando a indústria conseguir transformar o trade-in em um comportamento padrão — como aconteceu com o setor automotivo — deixaremos de discutir apenas vendas de smartphones. Passaremos a falar sobre um mercado circular, mais rentável para toda a cadeia e muito mais eficiente do ponto de vista ambiental.
Na economia circular, o ativo mais subutilizado do setor mobile talvez esteja parado na gaveta do consumidor.
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